Justiças atravessadas referem-se a um conceito complexo que envolve conflitos entre diferentes sistemas de justiça que impactam a saúde emocional e psicológica de um indivíduo. Esse termo é frequentemente utilizado em contextos terapêuticos para descrever situações em que as experiências pessoais e sociais se intercalam, causando uma espécie de “embaraço” que pode dificultar a resolução de problemas pessoais. Muitas vezes resulta da desarmonia entre crenças individuais e normas sociais, refletindo a dificuldade que pessoas enfrentam ao lidar com expectativas e valores conflitantes.
Quando falamos nas justiças atravessadas, é essencial entender que essa noção se desdobra em várias camadas. Em primeiro lugar, as pessoas podem sentir que suas experiências e expressões emocionais não são validadas pelos sistemas ao seu redor, como a família, a sociedade ou instituições. Essa falta de validação pode levar a sentimentos profundos de isolamento e frustração. Em segundo lugar, as divergências entre o que se acredita ser justo e o que realmente é aplicado em diversas situações criam um espaço fértil para questões emocionais que precisam ser trabalhadas.
Outro ponto importante a se considerar nas justiças atravessadas é como esses conflitos internos e externos geram uma série de consequências emocionais. Eles podem manifestar-se como ansiedade, depressão ou até mesmo problemas relacionais. O ser humano é um ser social, e o seu bem-estar está intrinsecamente ligado à compreensão e aceitação dentro do seu contexto. Assim, dificuldades para equilibrar diferentes expectativas e realidades podem resultar em uma sensação de impotência e desespero, o que reforça a necessidade de buscar ajuda profissional.
Uma das terapias mais indicadas para lidar com as justiças atravessadas é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Essa abordagem terapêutica é particularmente eficaz porque combina a identificação de pensamentos disfuncionais com a modificação do comportamento. Por meio de sessões estruturadas, é possível explorar as interações entre crenças, pensamentos e emoções, promovendo um entendimento mais profundo das experiências individuais.
A TCC é indicada para pessoas que sentem que suas experiências de vida são frequentemente invalidadas ou ignoradas. Ela é especialmente útil para aqueles que apresentam sintomas de depressão, ansiedade ou qualquer outra condição relacionada a conflitos de valores e sistemas de justiça. Se você se encontra em um dilema emocional, essa terapia pode ser uma luz no fim do túnel, ajudando a restabelecer o equilíbrio.
Vale a pena mencionar que a TCC pode não ser o melhor caminho para todos. Indivíduos que passam por traumas muito graves, como traumas complexos ou situações de abuso severo, podem precisar de abordagens terapêuticas diferentes inicialmente. É sempre crucial uma avaliação cuidadosa por parte de um profissional qualificado para garantir que a terapia escolhida se adeque às necessidades específicas do paciente.
COLLINS, B. Terapia Cognitivo-Comportamental: Princípios e Práticas. São Paulo: Editora Árvore, 2018.
AARONS, N. Justiças e Conflitos Psicológicos. Rio de Janeiro: Editora Vida & Saúde, 2017.
SANTOS, L. M. Terapias Integrativas e Suporte Emocional. Curitiba: Editora Luz, 2019.
Se você deseja saber mais sobre como as justiças atravessadas podem impactar sua vida e como a Terapia Cognitivo-Comportamental pode ajudá-lo, não hesite em acessar a nossa página de contato para maiores informações. Estamos aqui para apoiar você nessa jornada de autoconhecimento e transformação!