Sustentar é o ato de manter, apoiar ou reforçar algo, seja fisicamente, emocionalmente ou mentalmente. No âmbito das terapias, o conceito de sustentar refere-se à habilidade de oferecer suporte e estabilidade tanto a si mesmo quanto aos outros, promovendo um ambiente propício à cura e ao crescimento pessoal.
Sustentar, dentro do contexto das terapias, vai além do suporte físico. É também um estado psicológico que proporciona segurança e acolhimento, essencial para o desenvolvimento de um espaço seguro onde os indivíduos podem expressar suas vulnerabilidades. Independentemente do tipo de terapia, a capacidade de sustentar relacionamentos e emoções é fundamental para o progresso terapêutico. A conexão humana que se forma nesse processo cria laços que incentivam a cura e a autoexploração.
A prática de sustentar proporciona diversos benefícios, tanto no âmbito pessoal quanto na relação com os outros. Entre os principais, destacam-se:
A prática de sustentar é indicada em diversas situações, especialmente para pessoas que estão passando por momentos desafiadores, como:
Embora sustentar seja uma prática benéfica, em algumas situações pode ser desafiador. Por exemplo, a dependência emocional pode levar a um sustentar negativo, onde a pessoa se sente sobrecarregada. É importante ter consciência de que:
Uma terapia altamente recomendada para trabalhar o conceito de sustentar é a terapia gestalt. Esta abordagem foca na experiência do aqui e agora, permitindo que os indivíduos se tornem mais conscientes de seus sentimentos e emoções. Ao sustentar a própria experiência, o terapeuta ajuda o paciente a compreender melhor suas necessidades e a importância de se autoapoiar.
A terapia gestalt é eficaz porque enfatiza a autoaceitação e a responsabilidade pessoal. Ela convida o paciente a explorar seus limites e a desenvolver a capacidade de sustentar suas emoções, o que pode ser transformador. Essa terapia utiliza técnicas como a cadeira vazia, que permite um aprofundamento nas interações internas e externas, ajudando a pessoa a encontrar sua voz e a se sustentar em momentos de crise.
FREIRE, Paulo. Ação cultural para a liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974.
YALOM, Irvin D. O desejo de amar e o desejo de ser amado. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
JUNIOR, Alcebíades A. Práticas Terapêuticas em Psicologia. Brasília: Editora UnB, 2005.
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