Tinea capitis é uma infecção fúngica que afeta o couro cabeludo e o cabelo, caracterizada por áreas de descamação, queda de cabelo e coceira. Essa condição é mais comum em crianças, mas também pode afetar adultos. O termo “tinea” refere-se a infecções fúngicas e “capitis” indica a localização específica, que é a cabeça. Portanto, a tinea capitis é essencialmente uma infecção fúngica que pode causar desconforto, vergonha e, em casos mais severos, complicações no couro cabeludo.
A principal causa da tinea capitis são fungos conhecidos como dermatófitos, que se alimentam de queratina, uma proteína presente no cabelo e na pele. Esses fungos podem ser transmitidos de uma pessoa para outra, por meio de contato direto ou indiretamente, através de objetos como pentes, toalhas e chapéus que estão contaminados. Além disso, a umidade e o calor do ambiente são condições favoráveis à proliferação desses agentes fúngicos.
Existem várias abordagens terapêuticas que podem ser eficazes no combate a essa infecção. A escolha da terapia depende da gravidade da infecção e da resposta do paciente a diferentes tratamentos. Geralmente, as terapias incluem uso de medicamentos antifúngicos orais e tópicos, além de cuidados com a higiene e, em alguns casos, terapias complementares que buscam fortalecer o sistema imunológico do paciente.
Uma terapia bastante eficaz para tratar tinea capitis é a fototerapia com luz ultravioleta (UV). Essa abordagem é recomendada porque, além de combater o fungo diretamente, também pode ajudar a reparar a pele do couro cabeludo, promovendo a recuperação da saúde capilar. A luz UV tem propriedades antimicrobianas e é capaz de reduzir a inflamação, trazendo um alívio significativo para os sintomas.
A fototerapia com luz UV é indicada para pessoas que não apresentam resposta adequada ao tratamento com antifúngicos tópicos, especialmente em casos mais avançados de tinea capitis. No entanto, é importante ressaltar que essa terapia não é adequada para todos. Pessoas com doenças de pele pré-existentes, histórico de câncer de pele ou que estão tomando medicamentos que aumentam a sensibilidade à luz devem evitar essa abordagem e consultar um especialista antes de iniciar o tratamento.
ALMEIDA, A. S. Dermatofitoses: Diagnóstico e Tratamento. São Paulo: Editora Saúde, 2020.
MELO, R. A.; SOUSA, J. Terapias Inovadoras para Infecções Fúngicas. Rio de Janeiro: Editora Vital, 2019.
FERREIRA, L. G. Princípios e Práticas em Dermatologia. Belo Horizonte: Editora Bem-Estar, 2021.
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