A ureterolitíase bilateral refere-se à presença de cálculos (ou pedras) nos ureteres, que são os tubos que conduzem a urina dos rins até a bexiga. Este quadro pode gerar dor intensa, incapacidade para urinar e diversas complicações urológicas. A condição é considerada bilateral quando os cálculos ocorrem em ambos os ureteres, aumentando a complexidade do tratamento e exigindo uma abordagem integrada e cuidadosa.
Uma das terapias recomendadas para o tratamento da ureterolitíase bilateral é a terapia de ondas de choque extracorpóreas, conhecida como litotripsia. Essa técnica utiliza ondas sonoras para fragmentar os cálculos, permitindo que eles sejam eliminados de forma mais eficaz pelo corpo. A escolha desta terapia se justifica pela sua eficácia em cálculos de tamanho reduzido e por ser uma opção não invasiva, em comparação com cirurgias mais complexas.
A litotripsia é indicada para pacientes com cálculos ureterais pequenos, geralmente inferiores a 2 cm, que não estão causando obstrução completa do trato urinário. É também uma opção para aqueles que desejam evitar intervenções cirúrgicas, sendo ideal para pessoas que não têm outros problemas de saúde que possam complicar o procedimento.
Embora bastante segura, existem algumas contraindicações para a terapia de ondas de choque. Pacientes com infecções urinárias ativas, anormalidades anatômicas no trato urinário ou com condições cerebrais que aumentem o risco de convulsões devem consultar um especialista antes de optar por esse tratamento. Além disso, mulheres grávidas e indivíduos com problemas de coagulação devem ser avaliados cuidadosamente.
A ureterolitíase bilateral pode ser abordada através de outras terapias complementares. A acupuntura, por exemplo, pode ajudar a aliviar a dor e melhorar o fluxo urinário. Estudos sugerem que a acupuntura atua liberando endorfinas, que são analgésicos naturais do corpo, proporcionando alívio em momentos de cólica renal.
OLIVEIRA, J. F. M. Ureterolitíase: diagnóstico e tratamento. São Paulo: Editora Medicina 2020.
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FREITAS, R. C. Terapias alternativas: uma perspectiva integrada à saúde. Curitiba: Editora Saúde e Bem-Estar 2021.
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